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Moçambique: Português não pode ser única língua nas instituições

Linguista Gregório Firmino, da UEM, sobre a importância das línguas moçambicanas para o funcionamento do Estado

Gregorio_firmino A LÍNGUA é um dos principais vectores de comunicação que os povos têm. Em Moçambique e em muitos outros países os cidadãos usam várias línguas, sendo por aí que se diz que o nosso país é detentor de um mosaico rico neste domínio. Ao mesmo tempo que se está perante esta riqueza, paira um certo desconhecimento em relação à área que se ocupa do estudo assuntos relacionados com este património, que é a linguística. Procurámos, por isso, o linguista Gregório Firmino, docente na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde desempenha também funções de director-adjunto para a Pós Graduação, que explica a importância desta área mesmo para o funcionamento do Estado. Partimos dessa desmistificação do trabalho da linguística e dos linguistas para, nesta entrevista, abordarmos várias outras questões relacionadas com as línguas em Moçambique, a sua interacção e funcionalidade bem como, em relação à língua oficial, que não é originalmente moçambicana, que está a ser objecto de revisão no que respeita à sua ortografia. Deixamos, a seguir, alguns excertos dessa conversa com o linguista.>>>>>>>>>>>>>>>>>>